A aventura da torcida atleticana no Marrocos - Capítulo 1: Tomando conta de aeroportos e estádios europeus



O blog acompanhou de perto as aventuras dos atleticanos que toparam ir até o Marrocos para seguir o time de perto no Mundial de Clubes da Fifa. Uma história de choque de costumes, decepção esportiva, sustos, risos problemas e também muita festa - sim, apesar da derrota para o Raja, houve muita festa. É essa história que vou contar por aqui, em alguns capítulos. O primeiro deles mostra como foi o deslocamento dos torcedores até a África.
A ida do Atlético ao Mundial do Marrocos movimentou muitos torcedores e esse deslocamento em massa resultou em várias situações inusitadas ao longo do percurso que levou os fãs alvinegros até o país do Norte da África. Se no Aeroporto de Confins era esperado que fossem encontradas várias bandeiras e camisas alvinegras, o que chamou a atenção foram as cenas registradas em aviões e em cidades distantes de Belo Horizonte.
O Aeroporto de Guarulhos foi um desses locais transformados em arquibancada pelos atleticanos. Faixas e bandeiras foram penduradas nos balcões dos bares e restaurantes e gritos de "Galo" se tornaram mais do que comuns. A trupe alvinegra incluiu atleticanos de várias idades. Era comum ver em todo o trajeto pais e filhos, alguns bebês e casais de todos os tipos. 




Nos voos que levavam os atleticanos, funcionários das companhias aéreas entraram no clima motivado por gritos de incentivo e cantos de incentivo e saudavam os passageiros com mensagens como "Vamo, Galo" e outras formas de incentivo. Em um dos voos, o comandante desejou boa viagem "aos senhores, senhoras e 'galos'". 

No meu trajeto até Barcelona, a conexão, coincidentemente, foi feita em Munique, casa do Bayern, o adversário esperado mas não enfrentado pelo Atlético. Mesmo a poucos dias do Mundial, os principais jornais da cidade alemã sequer citavam que seu principal clube iria disputar a competição.


Torcedores de Formiga e de Belo Horizonte se confraternizam no Aeroporto de Barcelona


Em Barcelona, a tradicional rambla conviveu por alguns dias com os gritos de Galo. Pontos turísticos como a espetacular Igreja Sagrada Família foram emoldurados por vários alvinegros, que não se importavam com filas para a compra do ingresso ou com um outro intruso em suas fotos. O importante era marcar presença com camisa, cachecol ou mesmo uma simples touca atleticana.


Torcida faz festa no Camp Nou e toma conta de um pedaço do estádio (foto: Yuri Corrêa)

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Confira no vídeo acima a festa da torcida atleticana na entrada do Camp Nou (vídeo de Yuri Corrêa)

Na cidade catalã, o Barcelona de Neymar recebeu no sábado anterior ao Mundial o Villarreal. Prato cheio para os vários atleticanos que estavam na cidade. Aos poucos, no surpreendentemente silencioso Camp Nou, torcedores alvinegros que estavam em vários setores do estádio se reuniram logo atrás do gol, no setor mais alto do estádio. Lá, munidos de bandeiras, camisas e faixas, gritavam o nome de todos os jogadores do Atlético, de Victor a Fernandinho. Surpresos, os torcedores barcelonistas perguntaram o que estava acontecendo e, ao mesmo tempo em que não entendiam o que significava "U-Uhul, o Pierre é pitbull", se divertiram quando os atleticanos começaram a falar que o "Villarreal é maricón". No dia seguinte, jornais da cidade destacaram a presença dos atleticanos no estádio, ressaltando o fato de que o espaço onde reuniram foi onde tinha mais energia no Camp Nou.


Filas de embarque repletas de atleticanos: cena comum em vários caminhos rumo ao Marrocos


Do lado de fora, após o jogo, a torcida se reuniu e começou a cantar o hino, novamente chamando a atenção de quem passava pelo local. Os torcedores se confraternizaram e começaram a trocar ideais e informações sobre em qual voo iriam para o Marrocos, em qual setor do estádio de Marrakesh ficariam, etc. Simultaneamente, as notícias que chegavam de todos os cantos informavam que grupos de atleticanos também se reuniram em Madri, Londres e em outras cidades europeias.


Pequenos torcedores brasileiros fazem a festa com crianças africanas a caminho de Marrakesh


Os aeroportos espanhóis mais pareceram Confins. Em um deles, torcedores distribuíram bolas para pequenos africanos e os ensinavam a gritar "Galo"! Uma conexão em Casablanca reuniu, pela primeira vez, atleticanos e torcedores do Bayern, estes a caminho de Agadir, onde o time bávaro enfrentaria o Guangzhou. Duas filas foram formadas. De um lado, os alegres brasileiros pulavam e cantavam. Do outro, os sisudos alemães, silenciosos em menor número, olhavam com curiosidade a festa atleticana. Aos poucos, europeus e africanos começavam a conhecer aquele que é o grande patrimônio do Atlético, sua torcida. Ela estava ali, a caminho de seu maior sonho, em grande número, exaltando o clube. Fazia sua parte e acreditava - e muito.


Torcedores embarcam rumo ao Marrocos: confiança total e apoio irrestrito





Comentários

  1. Galo....! Sei que esta no primeiro capítulo, mas o último, onde terá " Atlético é campeão mundial" será em 2014. Estaremos lá... Abraço

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