Atlético 2 x 1 Cruzeiro. Vantagem alvinegra, mas nada definido


O Atlético venceu o primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro, fez 2 a 1 no Cruzeiro, tem a vantagem de empatar a partida de volta, mas isso não significa que as coisas estão resolvidas. A vitória marca a recuperação alvinegra em 2011, com um time que está se ajustando aos poucos. Ainda não é a equipe ideal, mas mostra evolução. Já o Cruzeiro mostrou um futebol melhor do que aquele apresentado contra o Once Caldas e provou que pode reverter a vantagem no domingo que vem. Veja mais detalhes do jogo acima, na arte de Frederico Machado.

Do lado atleticano, a defesa continuna evoluindo. Réver e Leonardo Silva estão bem, adquirindo entrosamento e dando mais segurança a Renan Ribeiro. Nas laterais, Patric e Guilherme Santos mostram disposição e força no apoio, apesar de ainda cometerem alguns erros tolos. A boa performance da defesa é reflexo do crescimento do meio-campo. Fillipe Soutto mostra regularidade, ganha confiança e tem melhorado sua produção. Foi firme na marcação e ainda arriscou algumas boas saídas de bola. Foi muito bem auxiliado por Serginho, que cresceu demais nos últimos jogos. Se diminuir um pouco a afobação em lances simples, pode melhorar ainda mais.

Dorival me surpreendeu ao apostar em Bernard e Giovanni desde o início do jogo, mas provou que estava certo. Os dois foram muito úteis na armação e na marcação, mostrando fôlego suficiente para fazer as duas funções. No segundo tempo, Bernard cansou e passou a errar mais do que devia. Foi quando me surpreendi de novo. Imaginei que Daniel Carvalho, jogando menos tempo, poderia ser fundamental para o Atlético ampliar o placar, cadenciar o jogo e ser importante nos contra-ataques. Fez o contrário. Mal posicionado e lento, mudou o esquema do time, que sofreu pressão e correu riscos com os espaços abertos no meio-campo. Ofensivamente, foi uma lástima. De negativo, alguns momentos de apagão no setor, quando espaços demais foram dados ao Cruzeiro e as saídas equivocadas de bola, na base do chutão. Quando colocou a bola no chão, o Atlético foi bem.

Quem realmente se destacou foi Magno Alves. Todas as bolas ofensivas atleticanas passam pelo pé do atacante, que é inteligente e dá velocidade à equipe com toques rápidos de primeira. Mancini incorporou o espírito de decisão e mostrou raça, vontadee e técnica. Neto Berola incendiou o jogo, mas precisa ter mais controle. Levou de maneira tola o terceiro cartão amarelo e está fora da final. Poderia ser muito útil a Dorival Júnior.

O Cruzeiro provou hoje que precisa de um jogador veloz no ataque. Wallyson mudou a cara da equipe, dando opções, finalizando com precisão no gol de empate e sendo muito útil taticamente, quando recuou para ajudar na marcação do lado direito da defesa azul. Por outro lado, seu parceiro de ataque, Ortigoza, comprovou que deve ser um reserva. Não soube fugir da marcação, quando concluiu foi de forma equivocada e sem qualidade. Com Thiago Ribeiro, as chances cruzeirenses crescem.

No meio-campo celeste, Montillo fez o que deveria ter feito contra o Once Caldas: chamou o jogo, cavou faltas, foi muito perigoso, chutou mais a gol, foi eficiente nas tabelas. Foi muito bem assessorado por Gilberto, que manteve o bom nível de quarta-feira. Foi, na minha opinião, o jogador mais consciente da equipe e mostrou que pode ser o titular da posição. Roger ficou no banco e nem entrou. Outros que cresceram em relação ao último jogo foram Henrique e Marquinhos Paraná, que fizeram bem o trabalho de marcação e saíram para o jogo com mais qualidade. A defesa azul mostrou altos e baixos. Achei Gil um pouco afobado e as laterais foram uma avenida em vários momentos do jogo, especialmente a esquerda, ocupada por Éverton.

O jogo foi parelho, com domínio inicial do Atlético, que poderia ter matado a partida antes ou aberto uma vantagem maior. O Cruzeiro equilibrou a partida na técnica de seu meio-campo e na velocidade de Wallyson. O Galo errou ao tentar fazer a ligação direta ao invés de continuar com a bola no chão, enquanto o Cruzeiro falhou na cobertura das laterais e na pontaria de seus meias. Montillo errou no lance contra Giovanni e mereceu ser expulso, enquanto Fabrício precisa ser mais controlado. Entrou em campo muito nervoso. Do lado alvinegro, o destempero ficou por conta de Neto Berola, outro que poderia ser mais calmo e menos infantil. Comete faltas tolas e em excesso.

A lamentar na tarde da Arena do Jacaré, apenas o estúpido arremesso de um objeto que acertou as costas de Wallyson. O autor da estupidez não merece pisar em um estádio de futebol. Tomara que seja punido.

A decisão está aberta, com a vantagem alvinegra de poder empatar. Não é pouco para um clássico.


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