Estreia sofrível


Podemos correr atrás de qualquer bolão ao redor do mundo. Dificilmente alguém colocou o resultado de 2 a 1 para o Brasil diante da Coreia do Norte. O jogo da equipe de Dunga pouco fluiu e só não se complicou porque os norte-coreanos são, ainda, muito ingênuos. O futebol mostrado pelo Brasil lembrou os (maus) momentos da equipe nas eliminatórias, quando protagonizou peladas medonhas contra Bolívia e Colômbia, equipes que jogaram fechadas e complicaram a principal arma de Dunga, o contra-ataque. A tendência é que, contra adversários mais fortes, que naturalmente darão mais oportunidades para a armação de jogo de Kaká e a velocidade de Robinho e Luís Fabiano, o jogo flua mais naturalmente.

Não custa lembrar que a classificação não é algo tão simples assim. Vitórias de Costa do Marfim e Portugal sobre a Coreia por uma diferença superior a um gol, o que o Brasil conseguiu, pode tornar a classificação dramática caso o Brasil não vença africanos e portugueses.

A lateral esquerda ainda é uma avenida e os norte-coreanos criaram oportunidades por ali. Kaká me parece abaixo do nível técnico e físico. E se ninguém jogar com Luís Fabiano, fica difícil o centroavante aparecer. Em outras palavras, menos chutões e mais toque de bola.

Aliás, foi um dia de surpresas. A Nova Zelândia conseguiu a proeza de empatar um jogo, a Coreia do Norte marcou um gol no Brasil e, no jogo que reuniu Drogba e Cristiano Ronaldo, nada de gols.

Palpitão para amanhã: Chile vencerá Honduras, Espanha derrotará a Suíça e África do Sul e Uruguai ficarão no empate.

Comentários

  1. Pois é Fred. Eu apostei 3 a 0 e teve gente rindo de mim. Falaram até em 8 a 0! Somos, realmente, muito otimistas.

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  2. Outra surpresa foi Dunga sorrindo na coletiva. Mas, como falou Pedro Blank, foi de nervoso, pois sabe que o resultado não foi dos melhores.

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  3. Foi fraca a estréia do Brasil, mesmo se tratando de Dunga a Seleção poderia mostrar um futebol mais convincente. Frederico tenho acompanhado seus comentário sobre a Copa, Parabéns. Luiz Cláudio

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  4. Gustavo Guimarães16 de junho de 2010 00:30

    Fred,

    Claro que o importante é vencer. Porém, nós precisamos valorizar a atuação dos norte-coreanos também. Essa foi a partida mais importante da história deles. Jogaram com muita disposição tática e quase complicaram o Brasil.

    Para uma população que vive à sombra do medo e da pobreza, não posso negar que a comemoração do gol deles chegou a ser até comovente.

    Em relação à seleção brasileira ficou claro que a única jogada de ataque que funcionou foi o apoio do Maicon. Ele criou, correu e apareceu para o jogo. Foi o menos pior da seleção pois ninguém conseguiu se destacar positivamente. Kaká está sem ritmo. Nada deu certo para o Luís Fabiano. Ele se esforçou, mas claramente não estava em uma noite feliz. Michel Bastos precisa lembrar que joga na lateral e não no meio, como faz no Lyon. Quando recebia a bola puxava a jogada para o meio já congestionado pela defesa adversária.

    Mas, enfim, o que vale são os três pontos. Para a segunda partida a expectativa é de que ocorra uma melhora. A Costa do Marfim não vai ficar apenas na retranca. Eles precisam vencer para decidir a parada contra uma provável eliminada Coréia do Norte. Com isso os espaços vão aparecer mais.

    Galaços!

    Obs - Aqui nos EUA, na comemoração do segundo gol, as imagens mostravam um torcedor com a bandeira do Brasil e o escudo do Galo no centro! Não sei se essa imagem foi mostrada no Brasil.

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